| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Falconiformes |
| Família: | Falconidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Falconinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | F. sparverius |
O quiriquiri é uma ave da ordem dos Falconiformes, da família Falconidae.
Também conhecido como falcão-americano, falcão-quiriquiri, gavião-mirim (Pernambuco), gavião-quiriquiri (Pernambuco), gavião-rapina (Nordeste brasileiro) e gaviãozinho, o quiriquiri é o menor dos falcões e uma das menores aves de rapina do Brasil, ocorrendo em todo o território, exceto em áreas de floresta. Como a maioria das aves de rapina, o quiriquiri captura cobras, lagartos, roedores, morcegos, pardais e filhotes de pombos, ajudando a controlar a população de alguns animais que, na ausência de predadores, podem se tornar pragas indesejáveis em áreas rurais e urbanas. Porém eventualmente pode capturar pequenos animais domésticos, mesmo em gaiolas, o que o torna alvo do ser humano, assim como o gavião-carijó. O seu nome deriva da sua vocalização.
“Utiariti: Além de nome de lugar (perto de Juruena, MT), utiariti também se refere aos sacerdotes (médicos) da tribo indígena Pareci. É uma elevada atribuição na hierarquia dessa etnia. Quanto à ave, encontra-se uma preciosa menção na obra de Roquette Pinto denominada “Rondônia”, publicada no volume 20 dos Archivos do Museu Nacional (a citação está na página 198): “A denominação que estes indios dão aos seus medicos-sacerdotes, por extensão, serve também para baptizar um pequeno gavião (Falco sparverius), que é totem da tribu. Na expedição de 1909, chegando ao rio, viram os exploradores sobre uma arvore, ao lado do salto, um pequeno representante da espécie. Para a collecção destinada ao Museu Nacional, foi alvejada a avesinha; mas antes que o tiro partisse o indio Tôlôírí Mathias, influente chefe, e guia da columna pediu fosse poupado o utiarití, protestando que, si o matassem, não poderiam ser felizes, nunca mais, porque delle provinham os Parecís. A avesinha não morreu. Rondon, em homenagem a crença dos seus auxiliares, deu aquelle nome ao salto do rio Papagaio. E foi feliz…”. O uitariti, portanto, é o quiriquiri, um rapinante de pequeno porte comum em boa parte do Brasil (colaboração de Fernando Straube).” (Brasil das Aves)
Seu nome científico significa: do (latim) falco = falcão; e do (latim) sparverius = semelhante ao pardal. ⇒ Falcão do tamanho de um pardal.
Mede de 21 a 31 cm de comprimento e pesa de 80 a 165 gramas (White et al. 2013). O macho é cinza azulado no alto da cabeça e asa, enquanto as costas e a cauda são marrom avermelhado, finamente estriadas de negro. Uma larga faixa negra subterminal na cauda e ponta branca. As partes inferiores são brancas, com pontos negros no peito e barrigas, mais densos nos lados do corpo. Possui um desenho de lágrima, negra, abaixo do olho; uma outra linha vertical no lado da cabeça e um ponto negro na nuca.
A fêmea têm as costas e asas marrom avermelhada, com as estrias negras finas, sem o cinza azulado do dorso do macho ou a faixa negra subterminal na cauda. As partes inferiores são de tom marrom alaranjado claro, com riscos finos, verticais e negros, sem o padrão de pontos do macho. O desenho e cores da cabeça são iguais.
Os filhotes já saem do ninho com a plumagem do sexo correspondente.
Possui dezessete subespécies reconhecidas:
Caça a partir de poleiros fixos, naturais ou artificiais (como os fios ao longo da estrada) mesmo em ambientes urbanos. Durante a caça voa a pouca altura do solo, o que facilita a observação desta ave.
Além de apanhar a presa a partir do poleiro, também costuma “peneirar” (voo no mesmo lugar).
Alimenta-se de lagartos e grandes insetos; ocasionalmente, apanha roedores, pequenas cobras, morcegos e pequenas aves.
A presa é capturada e morta no solo, sendo carregada depois para o poleiro.
Nidifica em ocos de árvores, cavidades feitas por pica-paus, buracos em barrancos e até em cupinzeiros. A fêmea põe até 4 ovos que choca de 27 a 32 dias. Os filhotes voam entre 29 e 31 dias de vida e já apresentam dimorfirmo sexual.
Ocupa áreas semi-urbanizadas, margens de estradas e ambientes abertos, produzidos pela atividade humana. Nas áreas naturais, está na região de campos e de cerrados, evitando as matas, cerradões e formações de vegetação adensada. É muito ativo durante todo o dia, principalmente durante o período de reprodução. Também é visto em áreas urbanas.
Desde o Alasca e Norte do Canadá até à ponta Sul da América do Sul (Terra do Fogo), em todo Brasil, exceto em florestas.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: